Alekie Poulain

O Dilúvio, Parte 2: quem fica na arca?

Publicado por: Aleksandra Zakartchouk em: janeiro 25, 2010

Tendência Marcante: o primeiro dia de 2010 já nos recebeu com chuva e más notícias por causa do tempo. <<foto by alek na praia de Maresias>>

Os temporais de verão andam violentos e me fazem pensar que vivemos “O Dilúvio, Parte 2″. Imagine quantas pessoas foram vitimadas e quantas ainda vão sofrer com essa realidade no mundo todo? A cada ano, a força da natureza se supera…

O problema da mudança climática é tão evidente que todos, de alguma maneira, sofrem os efeitos da natureza em fúria. O medo dos temporais toma conta…

Até lugares altos alagam

Semana passada, peguei uma chuva na frente do aeroporto de Congonhas e não acreditei na Rubem Berta alagada naquele trecho. Fugi para o Planalto Paulista (veja, o nome do bairro não é “Planície Paulista”) e fiquei besta com o “rio” que tive que atravessar em um cruzamento.

Parecia uma corredeira de rafting e fiquei assustada: era noite, o parabrisa não dava conta do recado, eu não conseguia voltar e não dava pra enxergar direito o porte do perigo.

Pensei que o carro corria risco de ser arrastado pela força da água que vinha na lateral direita do carro. Tive fé, engatei primeira, prossegui, atravessei e fui pra parte mais alta do bairro. Mas o efeito da adrenalina persistiu: minhas pernas tremiam e senti uma dormência por 30 minutos.

Esse céu não é familiar? (Ilustração de um dos meus livros favoritos da infância: "A Vida do Elefante Basílio" de Érico Veríssimo)

Dez temporais na estrada

Daí no sábado, fui pra Vinhedo a 75 km de São Paulo. Peguei chuva na Marginal Pinheiros, sai do temporal e fiquei feliz pensando estar livre de chuva. Engano meu: foram cerca de 10 tempestades violentas na Rodovia dos Bandeirantes, uma atrás da outra.

Além da baixa visibilidade e dos caminhões, tinha babaca em altíssima velocidade ultrapassando pela direita e até pelo acostamento, acredita? Tenha dó, vai ser inconsequente assim no inferno!

Adaptabilidade

Não podemos desafiar a natureza. Precisamos driblar os perigos e adaptar nossos hábitos e estilo de vida pra não dar sorte pro azar. O jeito é ficar atento à meteorologia, ouvir rádio jornalística, pegar estrada em horários menos propensos às chuvas de verão, evitar marcar compromissos nos horários mais críticos e desencanar de ir pra rua se o tempo fechar…

A verdade é dura, mas quanto menos circular, melhor, afinal pegar enchente e não ter nem pra onde correr por causa do trânsito é um pesadelo real em São Paulo.

Foto de Designer: meu amigo Rafa (twitter.com/raugusto) tenta "fugir" da tempestade que fica pra trás. Mas olha como é difícil chegar em casa... <<foto by rafa>>

O verão é uma delícia, mas vou dizer: não vejo a hora do outono chegar… Enquanto isso, vamos com fé, cautela e um pouquinho de Jorge Ben Jor, afinal ninguém é de ferro…

Deixe uma resposta

Twitter da Alekie Poulain

Erro: Twitter não respondeu. por favor aguarde alguns minutos e recarregue essa página.

Twitter da Gatacine

Erro: Twitter não respondeu. por favor aguarde alguns minutos e recarregue essa página.