Publicado por: Aleksandra Zakartchouk em: novembro 18, 2009
Paz de Espírito: Alekie Poulain envereda pela Ciclovia do Parque do Ibirapuera
<<foto by alek>>
Sinto liberdade quando saio pedalando pelo bairro rumo ao Ibira. As calçadas têm guias rebaixadas, então enquanto os carros se amontoam no asfalto, vou livre, leve e solta pro parque, levantando as folhas secas do chão por onde percorro. Essa brincadeira por si só já transmuta a energia do dia pra melhor.
Depois de um certo agito pra cruzar a avenida Ibirapuera e finalmente a Av. Quarto Centenário – ufa – consegui chegar ao oásis paulistano que tanto amo!
Pra aquecer e oxigenar a mente, começo o trajeto pela ciclovia de terra que contorna o parque sentido Quarto Centenário >> República do Líbano. De bike, é perfeita pra esvaziar a mente e flutuar pela natureza, já que você tem que se concentrar pra desviar de pedra, tronco, raiz, lama e afins.
Logo estou em alfa. Percorro a trilha até o fim (de onde se vê o Monumento das Bandeiras, o lago, o Obelisco) e volto. Quando finalmente chego ao portão 4, ali por onde cheguei, saio pedalando pela ciclovia no asfalto. Depois do aquecimento, pedalar acelerado é tudo de bom. Com a endorfina bombando, parece que vou sair voando igual ao garoto do E.T.
Dou vários voltas, conforme o tempo que tenho. Gosto de parar no Sabor Ibira do lado do Planetário pra tomar um suco “Natureza” (melancia, abacaxi e hortelã – 500 ml) – dá uma super hidratada. E se a fome aperta, um açaí é sempre perfeito.
Olho no relógio e vejo que a aula de yôga vai começar em 23 minutos. Não resisto e, pra fechar, dou mais duas voltas na ciclovia de terra paralela à pista de corrida. Que delícia, que paz. Eu e Deus…
Mas é hora de voltar pra civilização e vou voando pra chegar a tempo na aula! Nessa hora, o trânsito na Av. Ibirapuera é pesado, os motoristas param seus carrões sobre a faixa de pedestre – tipo “nem aí” – e eu prossigo rumo à Uni-Yôga, onde encontro amigos queridos com quem treino dia após dia.
Olhos fechados, a vida pulsa, minhas emoções se aquietam, a prática de swásthya yôga começa. Que alegria sinto por estar ali, superando os limites do corpo e da mente. Enquanto fortaleço meu corpo físico e energético, abstraio de tudo. Solto o que não preciso carregar. Elevo minha consciência. Percorro anos-luz. Esvazio a mente. Sinto amor. Sinto plenitude. Sinto força. Saio sempre transformada. Mas isso é assunto pra outro post!